Os Agricultores

Para a Gleba, a origem e “terroir” dos nossos cereais são dois factores de qualidade extremamente entusiasmantes. Um trigo barbela cultivado em Bragança é consideravelmente diferente de um Barbela produzido em Torres Vedras. Não é só a variedade que dita a qualidade dos cereais, mas também a origem e todos os processos pelos quais estes são cultivados. Esta diversidade abre-nos os horizontes para uma miríade de fantásticos produtos com os quais podemos trabalhar, o que é extremamente gratificante.

O Sr. Rui e a sua família têm vindo a cultivar trigo e centeio há mais de 3 gerações numa pequena aldeia de Trás-os-Montes. As variedades sempre foram as mesmas, sementes mantidas ao longo de centenas de anos pelos agricultores transmontanos: trigo barbela e centeio verde.

O Barbela, é uma variedade portuguesa de trigo muito antiga, original de Trás-os-Montes. É uma variedade rústica e robusta, adaptada a solos pobres e ligeiramente ácidos, que caracterizam uma grande parte dos terrenos das Terras Frias Transmontanas. Propicia uma agricultura simples e sustentável, providenciando grãos de qualidade e muita palha (ao contrário de variedades mais modernas), o que proporciona aos agricultores um excelente alimento para os seus animais.

O centeio da variedade “verde” é um dos mais precoces cereais do seu género. É de extrema importância no norte do nosso país, visto que se desenvolve muito bem em solos pobres e ácidos. É uma planta alogâmica, o que significa que precisa de receber pólen de outras plantas para se reproduzir. Desta forma, há muito mais variabilidade genética entre as plantas de centeio, do que por exemplo entre as plantas de trigo que são autogâmicas. O resultado é um cereal de sabor extremamente complexo e rico, terreno e suis generis.


Nas profundezas das Terras de Santa Maria, o lugar do Ribeiro é conhecido por muitos como um dos melhores sítios para cultivar milho em Portugal. A terra é boa, escura e húmida. As espigas que desta saem parecem aglomerados de jóias a brilhar à luz do Sol.

O milho é cultivado do norte ao sul do país com principal enfase na região do Minho, no que toca à produção de broa. Este cereal não contém glúten e dificulta o processo de panificação pela sua falta de coesão e elasticidade.

Tal como o centeio, o milho é um cereal alogâmico, sendo que, as variedades tradicionais portuguesas apresentam uma considerável variação genética. Estas variedades foram seleccionadas ao longo de muitos anos, para a produção de broa, sendo claramente superiores a variedades modernas importadas, utilizadas fundamentalmente para alimentação animal.


Antigamente, o pão branco de trigo era o pão dos ricos. Pensa-se que essa tenha sido uma das razões para os agricultores portugueses terem dado preferência ao milho branco, ao invés do amarelo. Desta forma, obtinham um pão bege, de cor semelhante ao dos mais ricos, mas confeccionado praticamente só com milho que era, na altura, um cereal mais barato.

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